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quinta-feira, 8 de março de 2012

08 de março - Parabéns!, por Céli Regina Jardim Pinto



Obrigada, merecemos realmente parabéns, pois, desde as sufragetes inglesas do início do século 20 até os dias de hoje, são muitas as vitórias das mulheres. Conquistamos o direito ao voto, o direito de nos educar e entrar nas universidades, de sermos cidadãs de primeira classe mesmo casadas, de não precisarmos de autorização de ninguém para viajar, trabalhar, ir e vir. Enfrentamos preconceitos, tivemos muitas vezes de provar que éramos tão competentes quanto os homens no trabalho, apesar de ganharmos menos. Para conseguirmos ser iguais, tivemos sempre de ser as melhores. Lutamos pelo direto a termos uma vida adulta independente e sexualmente satisfatória. Lutamos contra o tabu da virgindade, contra o machismo primário que nos definia segundo a vontade, o poder e interesses, muitas vezes, pouco confessáveis.

No Brasil conseguimos importantes vitórias, que se expressam em muitos momentos da história recente do país: na luta pela anistia ainda durante a ditadura; na criação do Conselho Nacional das Mulheres na década de 1980; nos projetos gestados no movimento feminista e levados até a constituinte e daí transformados em direitos na Constituição de 1988; na criação de delegacias de polícia especiais para cuidar da violência contra a mulher; na Lei Maria da Penha; na criação da Secretaria Especial de Política das Mulheres.

Mas o 8 de março não é só comemoração. Muitas de nossas vitórias se naturalizaram, isto é bom, mas ao mesmo tempo trazem um grande problema: as novas gerações de mulheres tendem a ver o feminismo como coisa do passado, sem se darem conta de que a vida que levam hoje seria impossível sem as lutas do feminismo ao longo do século 20. Os jovens hoje, mulheres e homens, correm o risco de perderem estas conquistas se não se derem conta de que são sempre conquistas, que antes não era assim. E conquistas têm de ser mantidas, revisitadas e garantidas.

Portanto, temos de continuar a lutar, não só para garantir os direitos já conquistados, mas porque existe muito a fazer: enquanto as mulheres continuarem a serem mortas, enquanto a prostituição infantil for um fato
apenas relatado; enquanto houver trabalho escravo de mulheres, crianças e homens, continuaremos lutando. Enquanto houver preconceito contra as mulheres por sua cor ou orientação sexual, estaremos presentes. Estamos abertas para encarar de frente uma discussão madura sobre o aborto no país, longe do cinismo dos discursos eleitorais ou de uma triste moral de calças curtas. Não podemos permitir que nossos corpos, nossos sentimentos e nossos sofrimentos sejam alugados por credos religiosos, políticos ávidos de voto a qualquer preço ou por senhores vetustos às vezes de fichas não muito limpas. Há muita luta pela frente!



Céli Regina Jardim Pinto é cientista política, professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Espanha: retrocesso nos direitos reprodutivos das mulheres

Aborto: Espanha volta a ilegalizar decisão da mulher

Esquerda.net

O Governo de direita do Estado Espanhol anunciou esta terça-feira que pretende revogar a lei do aborto e regressar a um passado distante, onde apenas será reconhecido o direito a interromper a gravidez em caso de violação, malformação do feto ou risco para a saúde da mulher.
Aborto: Espanha volta a ilegalizar decisão da mulher

O ministro da Justiça espanhol, Alberto Ruiz-Gallardón, adiantou esta terça-feira que vai revogar a atual lei do aborto. Numa pequena entrevista televisiva, no canal de notícias da TVE, o governante do Partido Popular adiantou que pretende acabar com o modelo de prazos (atualmente, a mulher pode abortar até às 14 semanas) e regressar à lei assente em três pressupostos: violação, malformação do feto ou risco para a saúde da mulher.

Dizendo que “reformar a lei do aborto é o mais progressista que fiz em toda a minha vida", o ministro do PP diz que a lei em vigor não garante os direitos “da criança por nascer”. Com este retrocesso na legislação, o Partido Popular pretende recuperar a situação legal semelhante à que vigorava em Portugal antes de 2007 e da vitória do “Sim” no referendo sobre a interrupção voluntária da gravidez.

O Partido Popular pretende, também, deixar de reconhecer a autonomia de decisão das jovens entre os 16 e os 18 anos, negando o direito à interrupção da gravidez, mesmo em casos de malformação do feto ou riscos para a saúde, sem a autorização dos pais.

O número de abortos, à volta dos 110 mil por ano, permaneceu inalterado depois da entrada em vigor da lei que confere a decisão às mulheres.

Fonte: http://www.esquerda.net/artigo/aborto-espanha-volta-ilegalizar-decis%C3%A3o-da-mulher-0

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

O movimento social, as oportunidades e o capitalismo, por William Aguiar


O impacto mental e espiritual por haver passado quinze dias envolvido em Conferências Nacionais – participando delas – não é algo que se dilua facilmente na vida de uma pessoa, até mesmo porque o objetivo não é esse. Porém, há um grande problema, que persegue qualquer pessoa que tenha entendido a lógica do sistema capitalista disfarçado de democrático-popular: o que as pessoas querem realmente? Nas três conferências que eu participei, percebi que as pessoas estavam reproduzindo pensamentos que não lhes pertenciam. Pior que isso, nem haviam parado para pensar no que aquelas coisas significavam.

Eu vi e vivi cenas absolutamente absurdas nas três conferências. Na Conferência Nacional de Juventude (logo eu, que daqui a dois anos terei 50) vi uma invasão de jovens cristãos, conservadores, caretas, intolerantes, fundamentalistas e vazios politicamente. Os pontos culminantes desses “vácuos mentais” puderam ser percebidos em alguns momentos das plenárias finais dessas conferências. Na de Juventude, foram dois momentos: na discussão sobre o aborto e na discussão sobre a Hidroelétrica de Belo Monte. Nos dois momentos, a juventude cristã fez questão de mostrar que estava contra os direitos humanos de mulheres e dos povos indígenas. E todos(as) – eu disse todos(as) –achavam aquilo perfeitamente normal.

Na Conferência Nacional de Políticas Públicas para as Mulheres a situação foi mais tenebrosa ainda. Eu vivi uma situação ridícula no estande em que eu estava. Eu distribuía dois materiais: o jornal “Sinpro Mulher”– uma publicação da Secretaria de Políticas para a Mulher Educadora do Sindicato dos Professores e Professoras do DF – e um folder da Campanha do Laço Branco (Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres). Fui ao banheiro e, quando voltei, havia uma mulher no estande. Sem falar nada, coloquei-me no lugar que eu estava ocupando antes. Ela começou a sugerir que aquele não era o meu lugar e, de uma maneira bem educada, eu lhe disse que aquele estande estava sendo utilizado por duas instituições e uma delas era o Sinpro-DF. No final da minha frase, eu toquei no ombro dela, num gesto carinhoso. A reação daquela mulher foi impressionante. Ela disse: “não faça isso, rapaz”, de uma maneira ríspida. Eu imediatamente lhe pedi desculpas, mas solicitei que me deixasse fazer o meu trabalho em paz. Ou seja, quem estava no lugar errado era ela.

Essa situação me fez ver que a paranóia de algumas pessoas com relação ao toque, ao carinho e ao controle do próprio corpo alcança dimensões desastrosas. Logo após essa situação, as mulheres lésbicas realizaram o melhor ato político cultural daquela conferência, que foi tirar a parte de cima de suas vestimentas, tocar e cantar o refrão de uma música: “a carne mais barata do mercado é a carne negra”. Os olhares de reprovação das outras mulheres e em especial dessa que me fez a grosseria eram mais do que evidentes. Eram sintomáticos. E pensar que há quase um século as mulheres foram às ruas para queimar seus soutiens e mostrar que a liberdade é uma atitude radical. Nessas horas eu me pergunto: avançamos em que sentido? Em termos tecnológicos podemos ter avançado sim, mas e intelectualmente? Humanitariamente? Como diria Krishnamurti, a ciência e a tecnologia evoluíram, mas o homem continua ignorante de si mesmo e escravo histórico do poder instalado. Em outras palavras, humanamente falando, as pessoas não conseguem avançar e a maioria delas acha que é assim que as coisas funcionam.

A percepção que essas pessoas têm da vida é o que não lhes permite ir além do que é possível ou do que lhes está posto como verdade. Basta um pastor ou um padre dizer a esses jovens e a essas mulheres que “o demônio habita o corpo e a mente das feministas e dos indígenas”, que toda a reflexão feita a respeito da ampliação de direitos desaparece. Esse é o cenário terrível das Conferências Nacionais, onde se misturam conceitos e valores. Depois da manifestação das mulheres lésbicas, eu escutei frases muito preconceituosas e conservadoras, do tipo: “como elas podem exigir respeito desse jeito?” ou “eu não vim aqui para ver essas fanchonas mostrando o peito pra todo mundo, me agredindo moralmente com isso”. Deu vontade de perguntar: mas senhora veio aqui para o que mesmo? Recuei, pois talvez fosse mal interpretado naquele momento. A crise de percepção é bem mais ampla do que as pessoas possam imaginar.

Esse “fazer político” defendido por muitas pessoas que se dizem de esquerda me dá ojeriza, pois ele destrói o pouco de avanço conseguido até aqui. De nada adiantou o esforço de Gilberto Gil e Juca Ferreira em terem acabado com o famoso “balcão de FHC”, no Ministério da Cultura. Pouco adiantou o esforço de Celso Amorim, no Ministério das Relações Internacionais, ao se recusar a continuar explorando a Bolívia e o Equador. Esses atos de bravura foram completamente suplantados pelos acordos feitos com empresários do agronegócio e com a bancada evangélica. As propostas de defesa de direitos são poeira, se comparadas com os acordos políticos entre PMDB e PT, para salvar esse ou aquele político da tal base aliada. Aliada de quem?

E qual era a preocupação de algumas lideranças na Conferência LGBT? Eu digo: o orçamento da Secretaria de Direitos Humanos, do Ministério da Cultura e do Ministério do Turismo, entre outros. São esses ministérios que bancam projetos de várias ONGs pelo Brasil afora, assim como as paradas do orgulho LGBT (que se transformaram no maior acordo comercial feito com grandes empresários, com a anuência de ONGs e governo). Aliás, alguém pode me explicar o significado da palavra “N” nesta sigla? Outra pergunta: qual é mesmo a preocupação real dessa militância? Volta-se ao que foi colocado como questionamento inicial, ou seja, o que querem as pessoas nessas conferências? A quantidade de questões é imensa e isso tudo só é confuso para quem não consegue perceber a conexão que existe entre todas as coisas citadas aqui.

Crítica ao modelo capitalista? “Isso é coisa de gente que não entende a evolução da política”, como dizem alguns militantes metidos a intelectuais de esquerda, que sequer conseguem disfarçar seus mergulhos para a direita. Ter participado dessas três conferências nacionais deu-me um excelente panorama do movimento social e sua relação com o Estado. Foi possível constatar, entre outras coisas que, para alguns militantes, essa condição foi um bom investimento; seja nos cargos que conseguiram assumir (e seus DAS maravilhosos), seja nos financiamentos de projetos por parte do Executivo Federal. Esse movimento social cooptado só faz a critica – sempre comedida – às ações do Executivo quando lhe é conveniente.

Essa talvez seja uma das maiores vitórias do Capitalismo: fazer com que a consciência humana perdesse o senso crítico e, com isso, sustentasse a visão mecanicista do mundo, na qual o ser humano é visto como parte de uma engrenagem e impedido de ter iniciativa, sob o risco de comprometer o funcionamento de um sistema. Esse “trabalho”, vale lembrar, não é sustentado por trabalhadores do campo e da cidade. Ele é mantido e fortalecido por coisas pensantes – res cogitans – que fizeram uma opção voluntária. É muito fácil acabar com a crítica ao modelo de exploração que há séculos vem condenando à morte milhares de pessoas. Basta pagar um bom salário para os intelectuais “frágeis”, transformando-os em defensores das mudanças indispensáveis para o sistema, dando a essas mudanças uma aparência de evolução inevitável e necessária, criando argumentos que tentam eliminar as verdadeiras necessidades das pessoas.

O movimento social, ao aceitar esse jogo perverso, passa a preocupar-se com o fragmento do problema, uma pequena parte da máquina, no sentido de reajustá-lo e fazer com que o sistema continue a funcionar da maneira como está. Essa visão mecanicista também impede o sujeito de perceber que a engrenagem está ali, daquela maneira, para usá-lo ate o momento de considerá-lo obsoleto. Apesar de reconhecer toda a genialidade de René Descartes e sua importância para o pensamento científico moderno, sou obrigado a admitir, na mesma medida, o desastre de seu método analítico, que afirmava que tudo no mundo material poderia ser explicado em função do movimento de suas partes e, portanto, governado por leis matemáticas – exatamente como uma máquina.

Essa relação perversa entre o movimento social e o Estado expõe a falha estrutural, mas essa condição é percebida apenas por alguns poucos insurretos, que terão suas vozes caladas pela grande máquina, ou pelo “grande pai”, conforme a conveniência de alguns sistemas políticos e econômicos. Um bom exemplo disso foi o debate sobre o PLC 122/06 e as mudanças propostas por parlamentares identificados como esquerda e direita (juntos). O objetivo deixou de ser a criminalização da homofobia, mas a aprovação do projeto sob a égide da possibilidade dentro do sistema. Mudou-se tanto o projeto que ele foi completamente descaracterizado. Ainda assim, a quantidade de pessoas que defendiam as mudanças com argumentos pseudoesquerdistas era impressionante.

Nesse sentido há de se perguntar: para que servem essas Conferências Nacionais? Qual será a real aplicabilidade das ações propostas por esses fóruns? Na Conferência Nacional LGBT havia um grupo grande de “militantes” do PSDB, da chamada Diversidade Tucana. Alguém acredita que essas pessoas estavam mesmo interessadas em mudar a estrutura opressiva e assassina? Alguém acredita que essas pessoas querem fazer alguma coisa? No entanto, elas estavam lá, representando essa parte do movimento social, que sempre tem como resposta às indagações feitas de forma crítica a mesma frase: “não é bem assim...”. E é como?

A juventude candomblecista, as lésbicas feministas radicais com os seios à mostra, as consciências críticas LGBT que não se deixam silenciar (menos os que viram socialistas por conveniência), os intelectuais solitários e perseverantes, não podem deixar de existir nesses espaços, bem como fora deles, por mais maquiados que esses fóruns possam ser. O papel desses segmentos é o de fazer exatamente o que não é permitido: pensar.Analisar as situações de maneira crítica e, ao mesmo tempo, passional. Não na medida do possível, mas na medida do que é justo e necessário. Não pela oportunidade de "se dar bem" de alguma forma, mas pela ampliação dos direitos coletivos e valorização da vida.

O segredo da felicidade

Olá, Companheir@s!


Após um loooonnnngo recesso, estamos de volta ao debate. Postarei, inicialmente, algumas impressões das Conferências Nacionais realizadas em dezembro (Mulheres, LGBT e Juventude).


Um grande abraço!

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Programação da 3ª Conferência Distrital de Políticas para as Mulheres


A 3ª Conferência Distrital de Políticas para as Mulheres acontecerá de 21 a 23 de outubro, no Museu da República (próximo à Catedral de Brasília).


PROGRAMAÇÃO

O dia 22 (sábado) inicia com a votação do Regimento da Conferência e em seguida serão realizadas mesas redondas, trabalhos em grupo, rodas de conversas conforme temário elencado para a 3ª Conferência. Para o dia 23 (domingo), há a previsão de uma plenária onde haverá discussão e votação dos resultados dos grupos e, após, a escolha das delegadas que representarão o DF na Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres.



Dia 21 de outubro de 2011 – sexta-feira

17h - Credenciamento
19:30 h – ATO DE ABERTURA e homenagens
22:00 h - Jantar

Dia 22 de outubro – sábado

8:30h : Plenária para votação do Regimento da III CDPM
9:45 h  - Pausa para o café
10:00h Mesa Redonda: “O Desenvolvimento do Distrito Federal e o Protagonismo das Mulheres”
Painelistas:
• Professora Doutora Lourdes Bandeira – UnB
• Olgamir Amância – Secretária de Estado da Mulher – DF
• Arlete Sampaio – Secretária de Estado do Desenvolvimento Social e Transferência de Renda – SEDEST- DF
• Josefina dos Santos – Secretária de Promoção da Igualdade Racial. – SEPIR-DF
• Fórum de Mulheres do Distrito Federal
• Marcha Mundial de Mulheres
• União Brasileira de Mulheres

12:30h – ALMOÇO

14:00H Trabalho em grupos

Total de 10 grupos conforme  os tópicos elencados no Temário da III CDPM.
1- Autonomia econômica e igualdade no mundo do trabalho com inclusão social;

2- Educação inclusiva, não sexista, não racista, não homofóbica, não lesbofóbica;

3- Saúde das mulheres, direitos sexuais e direitos reprodutivos;

4- Enfrentamento de todas as formas de violência contra as mulheres;

5- Participação das mulheres nos espaços de poder e decisão;

6- Desenvolvimento sustentável no meio rural e na cidade, com justiça social e ambiental, e segurança alimentar;

7- Direito à terra e à moradia digna com toda a infraestrutura social , considerando as realidades específicas dos meios rural e urbano e comunidades tradicionais;

8- Cultura, comunicação e mídia  igualitárias  democráticas e não discriminatórias ;

9- Enfrentamento do racismo, sexismo e lesbofobia;

10- Enfrentamento das desigualdades geracionais, com atenção especial às jovens e idosas.
18:00h Encerramento dos trabalhos dos grupo

Dia 23 de outubro- Domingo

8:00h – Café da manhã
9:00h – Plenária para discussão e votação dos resultados dos grupos
12:00h – Almoço
14:00h - Escolha das delegadas para a  III Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres
15:00h - Encerramento dos trabalhos da III CDPM

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Conferência "Educação: Autonomia e Políticas para as Mulheres"



Conferência Temática
de Mulheres

Educação: Autonomia e Políticas para as Mulheres




Companheir@s,


Na próxima sexta-feira, 14 de outubro, 19h, será realizada a conferência temática livre do Sinpro-DF, para discussão e levantamento de propostas em busca da Educação como instrumento de autonomia, políticas para as mulheres e igualdade para todas e todos. A conferência temática “Educação: Autonomia e Políticas para as Mulheres” faz parte do calendário de discussões preparatórias para a 3ª Conferência Distrital de Políticas para as Mulheres do Distrito Federal, a ser realizada no período entre 21 e 23 de outubro, e para a 3ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, de 12 a 15 de dezembro.

Foi implementada, este ano, a Secretaria de Estado da Mulher no DF. A existência dela não basta. Entendemos que sua criação não basta, por percebermos a necessidade de políticas públicas que venham promover a autonomia, a igualdade e o combate à violência. É preciso orçamento, e faz-se necessária também vontade política, abertura para o diálogo com os movimentos sociais. Por esses motivos, a Diretoria Colegiada do Sinpro-DF promove, na véspera do Dia de Professoras e Professores, a conferência temática. Esse é o momento em que nós, educadoras e educadores, pautaremos a Educação e demais instrumentos de políticas para as mulheres. Inscreva-se e participe!

http://www.sinprodf.org.br/eventos/vw/index.php?m=Inscricao&codEvento=15&pro

O texto a ser trabalhado na Confência do Sinpro é o mesmo que estamos discutindo nas reuniões do setorial e dos movimentos CUT/FORUM/CFEMEA/MMM. Por esse motivo, abrimos as inscrições para além da categoria de professoras e professores.

Inscrevam-se, divulguem e participem!
Um grande abraço!

Neliane Cunha - Contato: 9159-9989
Secretaria de Assuntos e Políticas para Mulheres
Sinpro-DF

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Mulher Negra

Clipe feito a partir de poemas sobre Mulheres Negras



Deusa do Ébano II
Ilê Aiyê

Pedi um beijo e você me negou
Meu corpo arde de pura paixão
Teu rosto é meigo, negro e suado,
e eu não posso nem pegar na tua mão
Vagabundeio só por esta vida
Nessa avenida você não está
Eu não sou nada se falta você
vou para o Ilê Aiye te procurar
Oh! Minha beleza negra, negra
Oh! Minha deuza do Ébano,
Cultura negra Ilê Aiyê,
escrita no seu corpo nú
Oh! Minha beleza negra, negra
Oh! Minha deuza do Ébano,
Irmandade Ilê Aiyê,
sonho lindo curuzú
E lá no alto eu vejo você
reinando bela num só balançar
Meus olhos brilham de felicidade,
minha majestade eu quero te amar
A minha vida é batida forte
Tambores soam no Ilê Aiyê
Aminha alma é uma festa negra,
um ritual de amor e prazer

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Prêmio Nobel da Paz para defensoras dos direitos das mulheres

Ellen Johnson Sirleaf, Leymah Gbowee e Tawakkul Karman foram distinguidas com o Nobel da Paz 2011 pela sua luta pelos direitos cívicos das mulheres.





A Presidenta da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, a as ativistas dos direitos humanos Leymah Gbowee e Tawakkul Karman foram hoje distinguidas com o Nobel da Paz 2011 "pela luta pacífica em defesa da segurança das mulheres e dos direitos das mulheres na participação total no trabalho de construção da paz".
"Não podemos alcançar a democracia e uma paz duradoura no mundo a não ser que as mulheres tenham as mesmas oportunidades que os homens para influenciar o desenvolvimentos social a todos os níveis", argumenta o Comitê Nobel norueguês.

Dama de ferro

A liberiana Ellen Johnson Sirleaf, 72 anos, foi a primeira mulher a ser eleita democraticamente presidenta de um país africano em 2006.

Desde que assumiu funções, iniciou uma "operação de charme" junto de instituições financeiras internacionais que a conhecem bem: economista formada em Harvard (EUA), com quatro filhos e oito netos, Sirleaf trabalhou para as Nações Unidas e para o Banco Mundial.
Ministra das Finanças dos presidentes William Tubman e William Tolbert, nos anos 1960 e 1980, o seu objetivo é acabar com a dívida e atrair investidores para a reconstrução do país, o que conseguiu em parte.
Um tarefa dificultada devido aos escândalos de corrupção na Libéria e às profundas divisões que resultaram das guerras fratricidas que, de 1989 a 2003, causaram cerca de 250.000 mortos.
O seu combate contra a corrupção na mais antiga República da África subsaariana valeu-lhe a alcunha de "Dama de ferro", tendo sido presa duas vezes nos anos 1980, sob o regime de Samuel Doe.
Para a sua eleição muito terá contribuído a sua compatriota Leymah Gbowee, mobilizando mulheres de diferentes etnias para a participação no ato eleitoral.

A guerreira da paz

Durante a guerra civil, Leymah Roberta Gbowee recorreu à oração e exortou as mulheres a seguirem-lhe o exemplo, fazendo com que muitas e começassem a rezar, vestidas de branco, sem distinção de religião ou etnia.

O movimento expandiu-se durante o conflito, até à convocação de uma greve de sexo, que forçou o regime de Charles Taylor a associá-las às negociações de paz, tendo participado na Comissão Verdade e Reconciliação.
A luta das liberianas pela paz "não é uma história de guerra tradicional. Trata-se de um exército de mulheres vestidas de branco, que se levantaram quando ninguém queria, sem medo, porque as piores coisas imagináveis já lhes tinham acontecido", escreve Leymah Roberta Gbowee na sua autobiografia.
"Trata-se da forma como encontrámos a força moral, a perseverança e a coragem de levantar as nossas vozes contra a guerra e restabelecer o bom senso no nosso país", adianta.
Leymah Gbowee, conhecida na cena internacional como "a guerreira da paz", fundou e dirige várias organizações de mulheres.

Jornalista e revolucionária

Desde 2007, Tawakkul Karman, 32 anos, tem desempenhado, segundo o comitê Nobel, um papel central na luta pelos direitos das mulheres e pela democracia no Iémen.

Esta jornalista que também é membro do principal partido islâmico do Iémen, o Al-Islah, liderou a organização "Mulheres Jornalistas sem Correntes", um grupo um grupo que defende a liberdade de expressão.
Tawakel Karman participa ativamente na organização dos protestos no Iémen contra o governo do Presidente Ali Abdullah Saleh, que se iniciaram no final de janeiro.
Detida várias vezes pelas forças do regime, esta mãe de três filhos encontrou nas revoltas populares do Egito (janeiro) e Tunísia (fevereiro) novas forças para protestar, liderando as manifestações pacíficas semanais na Universidade de Sanaa desde então.
"Com duas guerras civis, a presença da Al-Qaeda e 40 por cento de desempregados, de que é que o presidente Saleh está à espera? Ele tem de abandonar o poder agora", disse em março deste ano ao diário britânico "The Guardian".
Karman tem sido objeto de atenção de países ocidentais pela defesa dos direitos humanos, embora, segundo a revista "Time", o partido a que pertence, o Al-Islah, seja visto com fortes reservas pela comunidade internacional porque o seu mais destacado membro é um antigo conselheiro de Osama bin Laden, Abdul Majeed al-Zindani.


Fonte: http://aeiou.expresso.pt/nobel-da-paz-para-defensoras-dos-direitos-das-mulheres=f678777

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Locais e horários das Conferências Regionais

 


HAVERÁ TRANSPORTE PARA AS CONFERÊNCIAS REGIONAIS.
CONFIRA LOCAIS E HORÁRIOS DE SAÍDA PARA 08/10/2011:
08/10/2011 (Manhã – 08:00)
Local: Ceilândia (Escola Técnica – EQNN 14 Área Especial S/nº Ceilândia Sul)
Regiões Administrativas Participantes (Pontos de Encontro)

Águas Claras (Administração Regional): Rua Manacá Lote 02 Bloco 01 71.936-500 Brasília - DF
Brazlândia (Administração Regional): Área Especial nº 04 Lote 01 72.720-640 Brazlândia
Riacho Fundo I (Administração Regional): Área Central 03 Lote 06 Riacho Fundo 71.810-300 Distrito Federal - DF
Samambaia (Administração Regional): Qs 119, Subcentro Oeste, Antigo Parque de Serviço 72.000-000 Samambaia – DF
Taguatinga (Administração Regional): Ed. Sede - Setor Central -Praça do Relógio 72.010-900 Distrito Federal
Vicente Pires (Administração Regional): Rua 04 A travessa 04 Vicente Pires Distrito Federal

Regiões
Número de ônibus
Percurso:
Saída/Horario
Destino
Águas Claras
1
Águas Claras (07h00min)
Ceilândia
Brazlândia
1
Brazlândia (07h00min)
Ceilândia
Riacho Fundo I
1
Riacho Fundo I (07h00min)
Ceilândia
Samambaia
1
Samambaia (07h30min)
Ceilândia
Taguatinga
2
Taguatinga (07h00min)
Ceilândia
Vicente Pires
1
Vicente Pires (07h30min)
Ceilândia
TOTAL
05



08/10/2011 (Tarde – 14:00)
Local: Gama (Centro de Ensino 01 (CG) Setor Leste. Entrequadras 18/21. Área Especial)
Regiões Administrativas Participantes (Pontos de Encontro)

Recanto das Emas (Administração Regional): Avenida Vargem Benção - Chácara Nº 03 72.605-030 
Riacho Fundo II (Administração Regional): QN 7A Conjunto 06 Lote 1/2 72.601-970 
Santa Maria (Administração Regional): Av. Alagados QC 01 Área Especial lote B 72.500-000 Brasília - DF

Regiões
Número de ônibus
Percurso:
Saída/Horario
Destino
Recanto das Emas
1
Recanto das Emas (13h00min)
Gama
Riacho Fundo II
1
Riacho Fundo II (13h30min)
Gama
Santa Maria
2
Santa Maria (13h00min)
Gama
TOTAL
03



Local da Conferência Regional I em Ceilândia:
8/10, sábado, 8h (Credenciamento começa as 9h)

ETC - Escola Técnica de Ceilândia
Informações: 3901 7545 e 3901 6927
Endereço: EQNN 14 Área Especial S/ Nº- Ceilândia Sul -DF CEP: 72220-140



Local da Conferência Regional II no Gama:
8/10, sábado, 13h (Credenciamento começa as 14h)

Centro de Ensino Médio 01 do Gama (CG)
Endereço: Setor Leste, Entrequadras 18/21, Área Especial


  
Local da Conferência regional III em Brasília:
15/10, sábado, 9h (Credenciamento começa as 8h)

Auditório do CREA-DF
SGAS Qd. 901 Conj. D Asa Sul | Brasília-DF CEP: 70390-010
Fone: (61) 3961-2800 Fax: (61) 3321-1581



Local da Conferência Regional IV em Planaltina-DF:
15/10, sábado, 14h (Credenciamento começa as 13h)

Auditório do bloco antigo localizado na UnB Planaltina
Endereço: Área Universitária n. 1 - Vila Nossa Senhora de Fátima - Planaltina - DF - CEP 73300-000
Telefones: (61) 3488-8002 / 3488.8003 / 3488.8012 / 3488.8013 / 3488.8007