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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Vídeos da 3ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres

Dilma ressalta a importância da 
Secretaria de Políticas para as Mulheres:

Organização da Conferência:

Objetivos da Conferência:


Debates da Conferência:

Ministra Iriny Lopes recebe Michelle Bachelet:

Opiniões de blogueiras feministas:

Show de Zélia Duncan:

Grupos de trabalho:

Plenária final:

Balanço da Conferência:

O movimento social, as oportunidades e o capitalismo, por William Aguiar


O impacto mental e espiritual por haver passado quinze dias envolvido em Conferências Nacionais – participando delas – não é algo que se dilua facilmente na vida de uma pessoa, até mesmo porque o objetivo não é esse. Porém, há um grande problema, que persegue qualquer pessoa que tenha entendido a lógica do sistema capitalista disfarçado de democrático-popular: o que as pessoas querem realmente? Nas três conferências que eu participei, percebi que as pessoas estavam reproduzindo pensamentos que não lhes pertenciam. Pior que isso, nem haviam parado para pensar no que aquelas coisas significavam.

Eu vi e vivi cenas absolutamente absurdas nas três conferências. Na Conferência Nacional de Juventude (logo eu, que daqui a dois anos terei 50) vi uma invasão de jovens cristãos, conservadores, caretas, intolerantes, fundamentalistas e vazios politicamente. Os pontos culminantes desses “vácuos mentais” puderam ser percebidos em alguns momentos das plenárias finais dessas conferências. Na de Juventude, foram dois momentos: na discussão sobre o aborto e na discussão sobre a Hidroelétrica de Belo Monte. Nos dois momentos, a juventude cristã fez questão de mostrar que estava contra os direitos humanos de mulheres e dos povos indígenas. E todos(as) – eu disse todos(as) –achavam aquilo perfeitamente normal.

Na Conferência Nacional de Políticas Públicas para as Mulheres a situação foi mais tenebrosa ainda. Eu vivi uma situação ridícula no estande em que eu estava. Eu distribuía dois materiais: o jornal “Sinpro Mulher”– uma publicação da Secretaria de Políticas para a Mulher Educadora do Sindicato dos Professores e Professoras do DF – e um folder da Campanha do Laço Branco (Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres). Fui ao banheiro e, quando voltei, havia uma mulher no estande. Sem falar nada, coloquei-me no lugar que eu estava ocupando antes. Ela começou a sugerir que aquele não era o meu lugar e, de uma maneira bem educada, eu lhe disse que aquele estande estava sendo utilizado por duas instituições e uma delas era o Sinpro-DF. No final da minha frase, eu toquei no ombro dela, num gesto carinhoso. A reação daquela mulher foi impressionante. Ela disse: “não faça isso, rapaz”, de uma maneira ríspida. Eu imediatamente lhe pedi desculpas, mas solicitei que me deixasse fazer o meu trabalho em paz. Ou seja, quem estava no lugar errado era ela.

Essa situação me fez ver que a paranóia de algumas pessoas com relação ao toque, ao carinho e ao controle do próprio corpo alcança dimensões desastrosas. Logo após essa situação, as mulheres lésbicas realizaram o melhor ato político cultural daquela conferência, que foi tirar a parte de cima de suas vestimentas, tocar e cantar o refrão de uma música: “a carne mais barata do mercado é a carne negra”. Os olhares de reprovação das outras mulheres e em especial dessa que me fez a grosseria eram mais do que evidentes. Eram sintomáticos. E pensar que há quase um século as mulheres foram às ruas para queimar seus soutiens e mostrar que a liberdade é uma atitude radical. Nessas horas eu me pergunto: avançamos em que sentido? Em termos tecnológicos podemos ter avançado sim, mas e intelectualmente? Humanitariamente? Como diria Krishnamurti, a ciência e a tecnologia evoluíram, mas o homem continua ignorante de si mesmo e escravo histórico do poder instalado. Em outras palavras, humanamente falando, as pessoas não conseguem avançar e a maioria delas acha que é assim que as coisas funcionam.

A percepção que essas pessoas têm da vida é o que não lhes permite ir além do que é possível ou do que lhes está posto como verdade. Basta um pastor ou um padre dizer a esses jovens e a essas mulheres que “o demônio habita o corpo e a mente das feministas e dos indígenas”, que toda a reflexão feita a respeito da ampliação de direitos desaparece. Esse é o cenário terrível das Conferências Nacionais, onde se misturam conceitos e valores. Depois da manifestação das mulheres lésbicas, eu escutei frases muito preconceituosas e conservadoras, do tipo: “como elas podem exigir respeito desse jeito?” ou “eu não vim aqui para ver essas fanchonas mostrando o peito pra todo mundo, me agredindo moralmente com isso”. Deu vontade de perguntar: mas senhora veio aqui para o que mesmo? Recuei, pois talvez fosse mal interpretado naquele momento. A crise de percepção é bem mais ampla do que as pessoas possam imaginar.

Esse “fazer político” defendido por muitas pessoas que se dizem de esquerda me dá ojeriza, pois ele destrói o pouco de avanço conseguido até aqui. De nada adiantou o esforço de Gilberto Gil e Juca Ferreira em terem acabado com o famoso “balcão de FHC”, no Ministério da Cultura. Pouco adiantou o esforço de Celso Amorim, no Ministério das Relações Internacionais, ao se recusar a continuar explorando a Bolívia e o Equador. Esses atos de bravura foram completamente suplantados pelos acordos feitos com empresários do agronegócio e com a bancada evangélica. As propostas de defesa de direitos são poeira, se comparadas com os acordos políticos entre PMDB e PT, para salvar esse ou aquele político da tal base aliada. Aliada de quem?

E qual era a preocupação de algumas lideranças na Conferência LGBT? Eu digo: o orçamento da Secretaria de Direitos Humanos, do Ministério da Cultura e do Ministério do Turismo, entre outros. São esses ministérios que bancam projetos de várias ONGs pelo Brasil afora, assim como as paradas do orgulho LGBT (que se transformaram no maior acordo comercial feito com grandes empresários, com a anuência de ONGs e governo). Aliás, alguém pode me explicar o significado da palavra “N” nesta sigla? Outra pergunta: qual é mesmo a preocupação real dessa militância? Volta-se ao que foi colocado como questionamento inicial, ou seja, o que querem as pessoas nessas conferências? A quantidade de questões é imensa e isso tudo só é confuso para quem não consegue perceber a conexão que existe entre todas as coisas citadas aqui.

Crítica ao modelo capitalista? “Isso é coisa de gente que não entende a evolução da política”, como dizem alguns militantes metidos a intelectuais de esquerda, que sequer conseguem disfarçar seus mergulhos para a direita. Ter participado dessas três conferências nacionais deu-me um excelente panorama do movimento social e sua relação com o Estado. Foi possível constatar, entre outras coisas que, para alguns militantes, essa condição foi um bom investimento; seja nos cargos que conseguiram assumir (e seus DAS maravilhosos), seja nos financiamentos de projetos por parte do Executivo Federal. Esse movimento social cooptado só faz a critica – sempre comedida – às ações do Executivo quando lhe é conveniente.

Essa talvez seja uma das maiores vitórias do Capitalismo: fazer com que a consciência humana perdesse o senso crítico e, com isso, sustentasse a visão mecanicista do mundo, na qual o ser humano é visto como parte de uma engrenagem e impedido de ter iniciativa, sob o risco de comprometer o funcionamento de um sistema. Esse “trabalho”, vale lembrar, não é sustentado por trabalhadores do campo e da cidade. Ele é mantido e fortalecido por coisas pensantes – res cogitans – que fizeram uma opção voluntária. É muito fácil acabar com a crítica ao modelo de exploração que há séculos vem condenando à morte milhares de pessoas. Basta pagar um bom salário para os intelectuais “frágeis”, transformando-os em defensores das mudanças indispensáveis para o sistema, dando a essas mudanças uma aparência de evolução inevitável e necessária, criando argumentos que tentam eliminar as verdadeiras necessidades das pessoas.

O movimento social, ao aceitar esse jogo perverso, passa a preocupar-se com o fragmento do problema, uma pequena parte da máquina, no sentido de reajustá-lo e fazer com que o sistema continue a funcionar da maneira como está. Essa visão mecanicista também impede o sujeito de perceber que a engrenagem está ali, daquela maneira, para usá-lo ate o momento de considerá-lo obsoleto. Apesar de reconhecer toda a genialidade de René Descartes e sua importância para o pensamento científico moderno, sou obrigado a admitir, na mesma medida, o desastre de seu método analítico, que afirmava que tudo no mundo material poderia ser explicado em função do movimento de suas partes e, portanto, governado por leis matemáticas – exatamente como uma máquina.

Essa relação perversa entre o movimento social e o Estado expõe a falha estrutural, mas essa condição é percebida apenas por alguns poucos insurretos, que terão suas vozes caladas pela grande máquina, ou pelo “grande pai”, conforme a conveniência de alguns sistemas políticos e econômicos. Um bom exemplo disso foi o debate sobre o PLC 122/06 e as mudanças propostas por parlamentares identificados como esquerda e direita (juntos). O objetivo deixou de ser a criminalização da homofobia, mas a aprovação do projeto sob a égide da possibilidade dentro do sistema. Mudou-se tanto o projeto que ele foi completamente descaracterizado. Ainda assim, a quantidade de pessoas que defendiam as mudanças com argumentos pseudoesquerdistas era impressionante.

Nesse sentido há de se perguntar: para que servem essas Conferências Nacionais? Qual será a real aplicabilidade das ações propostas por esses fóruns? Na Conferência Nacional LGBT havia um grupo grande de “militantes” do PSDB, da chamada Diversidade Tucana. Alguém acredita que essas pessoas estavam mesmo interessadas em mudar a estrutura opressiva e assassina? Alguém acredita que essas pessoas querem fazer alguma coisa? No entanto, elas estavam lá, representando essa parte do movimento social, que sempre tem como resposta às indagações feitas de forma crítica a mesma frase: “não é bem assim...”. E é como?

A juventude candomblecista, as lésbicas feministas radicais com os seios à mostra, as consciências críticas LGBT que não se deixam silenciar (menos os que viram socialistas por conveniência), os intelectuais solitários e perseverantes, não podem deixar de existir nesses espaços, bem como fora deles, por mais maquiados que esses fóruns possam ser. O papel desses segmentos é o de fazer exatamente o que não é permitido: pensar.Analisar as situações de maneira crítica e, ao mesmo tempo, passional. Não na medida do possível, mas na medida do que é justo e necessário. Não pela oportunidade de "se dar bem" de alguma forma, mas pela ampliação dos direitos coletivos e valorização da vida.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Mulheres do PT na 3ª Conferência Distrital de Políticas para as Mulheres

Marcos Wilson



3ª Conferência aborda temas voltados para o exercício cidadão e democrático das mulheres
Entre os dias 21 e 23 de outubro, as mulheres do DF tiveram espaço exclusivo para discutirem a análise da realidade nacional social, econômica, política, cultural e os desafios para a construção da igualdade de gênero tendo como perspectiva o fortalecimento de suas autonomias para a erradicação da extrema pobreza e para o seu exercício pleno de cidadania.
A 3ª Conferência Distrital de Políticas para as Mulheres reuniu, além de representantes do governo local, participantes das etapas regionais. As Conferências Regionais, que integram a fase Distrital, realizada no último fim de semana, é um processo de escuta do Governo do Distrito Federal, com o objetivo de construir políticas públicas para as mulheres do DF. Os encontros são convocados pela Secretaria de Estado da Mulher do GDF e o Conselho dos Direitos da Mulher.
A secretária Arlete Sampaio lembrou que essa foi a primeira etapa que contou com a participação de uma Secretaria de Estado da Mulher. “O governador Agnelo prometeu e cumpriu: está dando voz exclusiva às mulheres. Que as nossas políticas, ações e programas tenham sempre a luta pela igualdade de gênero”, declarou.

A deputada distrital Rejane Pitanga foi enfática ao ressaltar a importância da equidade de gênero na busca pelo fortalecimento do papel das mulheres na sociedade. “Discutir e construir políticas públicas para as mulheres são tarefas importantes diante de uma cidade que foi destruída ao longo de 12 anos. Que as mulheres tenham cada vez mais coragem de enfrentar e denunciar a violência que nos assola. Vamos lutar pelos direitos e pela vida das mulheres!”, afirmou Rejane.

Ainda na abertura da conferência, aconteceram homenagens em momentos diferentes. No primeiro bloco foram homenageadas a jornalista Mara Régia di Perna e a ex-deputada federal pelo DF Maria Laura Pinheiro.

CLIQUE PARA ASSISTIR O VÍDEO

Em um segundo momento, a homenagem foi para duas mulheres que tiveram suas vidas dedicadas a causas relevantes na busca de uma sociedade de igualdade, deixando um importante legado às mulheres do Distrito Federal: Adnair França dos Santos e Neide Castanha. Por elas, receberam a homenagem o senhor Jaime Sautschuk, marido de Adinair França dos Santos e a senhora Neuza Castanha, irmã de Neide Castanha.
Em seu discurso, a deputada Erika Kokay falou da participação das mulheres na política e da importância dos direitos femininos. “Essa conferência é um espaço de constituição dos nossos desejos e direitos. Precisamos unir forças para que tenhamos uma sociedade realmente democrática, onde não possamos conviver com uma participação mínima de mulheres no parlamento: apenas 8,7%. Estamos abaixo do Afeganistão, de países árabes e da América. E nós estamos aqui para dizer que queremos construir uma sociedade onde as marcas da violência não fiquem cravadas em nossa pele. O DF precisa ser mergulhado na cidadania e na democracia. Queremos ser donas das nossas vidas!”.

No último bloco a homenagem foi para todas as mulheres vítimas da violência doméstica, simbolizadas por dois casos recentes fatais, Suênia de Sousa Faria e Vanessa Souza Ribeiro dos Santos, recebida por Silene de Souza Faria e Aury Ferreira de Souza, respectivamente.
A mesa de abertura foi composta pela anfitriã, a secretária de Estado da Mulher, presidenta do Conselho dos Direitos da Mulher do Distrito Federal, Olgamir Amancia; a coordenadora de programas da ONU voltados para mulheres, Júnia Puglia; a representante da Secretaria de Políticas para as mulheres da Presidência da República, Lúcia Camine; a representante da Federação Democrática Internacional de Mulheres (FEDIM) e a União Brasileira de Mulheres, Liege Rocha; o reitor da Universidade de Brasília, José Geraldo Júnior; a deputada Federal Erika Kokay (PT-DF); a representante do Ministério Público do DF, Danielle Martins; a representante da Delegacia de Mulheres do DF (DEAM) Mônica Loureiro; a deputada Distrital Rejane Pitanga (PT-DF); a secretária de Desenvolvimento Social e Transferência de Rendo do GDF, Arlete Sampaio; a secretária de Promoção da Igualdade Racial do DF, Josefina dos Santos, e a secretária-adjunta de Comunicação do GDF, Ana Helena Paixão.
Durante os três dias, as participantes votaram o regimento da Conferência e desenvolveram atividades em 10 grupos de trabalho que trataram de temas como saúde das mulheres, direitos sexuais, enfrentamento do preconceito e de todas as formas de violência, mais participação de mulheres na política, cultura igualitária e democrática, entre outros. O evento foi encerrado no domingo (23) com a apresentação do resultado das discussões. As contribuições serão usadas como base para a elaboração do 1º Plano Distrital de Políticas para as Mulheres da Secretaria da Mulher.
Raquel Coelho
Imagens e vídeo da web

II Conferência Distrital LGBT



A “II Conferência Distrital LGBT: Por um país e um DF livres da pobreza e da discriminação: promovendo a cidadania LGBT”, acontece neste fim se semana.  O evento começa neste sábado(19), das 8h às 18h  e termina no domingo(20) na FEPECS: Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde, na SMHN Qd.3, conjunto A, bloco 1, na W3 Norte, em frente ao Setor de Rádio e TV.  A Conferência visa avaliar o foco de discussão sobre as demandas atuias da comunidade LGBT do DF, que serão apresentadas na II Conferência Nacional. Participe e dê sua contribuição nesse espaço democrático. A programação será a seguinte:
08h – Início do Credenciamento dos (as) participantes
09h00 – Mesa de Abertura
- Conferência Magna:
 10h30 – Discussão e votação do Regimento Interno
11h30 – Painel: Avaliação da implementação das políticas públicas voltadas ao combate à violência e à discriminação, e à promoção dos direitos humanos e cidadania da população LGBT no Distrito Federal e no Brasil e da implementação e execução do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT.
12h30 – Almoço
14h00 – Grupos de Trabalho
15h00 – Finalização do credenciamento
18h00 – Encerramento dos Trabalhos do Dia
Dia 20.11
9h00 – Plenária Final
11h45 – Intervalo
11h00 – Plenária Final – Continuidade
12h30 – Almoço
14h00 – Plenária Final – Continuidade
16h00 – Intervalo
16h15 – Plenária Final – Continuidade
17h30 – Eleição dos(as)  delegados(as) para a II Conferência Nacional LGBT.
18h30 – Encerramento
19h00 – Show de Encerramento da II Conferência Distrital LGBT



quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Irregularidades na Conferência do DF



Prezadas companheiras da Comissão Organizadora da 3ª. Conferencia Nacional de Políticas para as Mulheres:



Dirigimo-nos à Comissão Organizadora para registrar as irregularidades que verificamos no processo de construção da 3ª. Conferência Distrital de Políticas para as Mulheres e solicitar o empenho dessa instância para enfrentar o desrespeito flagrante ao disposto no artigo 10, do Regimento Nacional da Conferência.


Em primeiro lugar, a ampla participação dos movimentos feministas e de mulheres, dos diversos o movimentos sociais e do Conselho dos Direitos da Mulher do DF não está sendo viabilizada, pelo contrário.

O CFEMEA, assim como outras organizações do movimento de mulheres engajadas na luta feminista por políticas públicas, apesar de termos nos inscrito para integrar as Comissões Temática, de Mobilização e de Comunicação, em nenhum momento recebemos qualquer convite, convocação para reuniões, nem tampouco tivemos informação sobre a composição dessas comissões, ou memória de reuniões que eventualmente tenham ocorrido. De fato, as informações que dispomos nos levam a crer que não foi realizada qualquer reunião dessas comissões para a organização da Conferência Distrital.

Denúncia nesse sentido foi apresentada publicamente, durante a Conferência Regional da Região Administrativa 1, realizada no dia 15 de outubro último. Diversas militantes do movimento mulheres, entre elas Natália Mori e Ana Cláudia Pereira, ambas integrantes do CFEMEA e participantes do Fórum de Mulheres do DF manifestaram suas críticas ao processo fechado, vertical, limitado de participação social.

Não há qualquer informação ou possibilidade aberta de debate sobre como a coordenação distrital vai se posicionar em relação ã composição da delegação do DF para a 3ª. CNPM. De fato, a não divulgação da composição dessa Coordenação, bem como da composição das comissões de organização da Conferência e sobre a composição do próprio Conselho evidenciam a falta de transparência do processo.

Como integrante do Conselho dos Direitos da Mulher, e participantes das Comissões acima citadas, demandamos, inclusive por ofício, informações a esse respeito e jamais obtivemos qualquer resposta.

Às vésperas da Conferência Distrital de Políticas para as Mulheres, que deverá se realizar no próximo dia 21 a 23 de outubro, solicitamos a especial atenção da Comissão Organizadora Nacional às irregularidades apontadas.

Atenciosamente,
Leila Rebouças
Representante do CFEMEA no Conselho dos Direitos da Mulher do DF

Guacira Cesar de Oliveira
Colegiado de Gestão do CFEMEA

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Programação da 3ª Conferência Distrital de Políticas para as Mulheres


A 3ª Conferência Distrital de Políticas para as Mulheres acontecerá de 21 a 23 de outubro, no Museu da República (próximo à Catedral de Brasília).


PROGRAMAÇÃO

O dia 22 (sábado) inicia com a votação do Regimento da Conferência e em seguida serão realizadas mesas redondas, trabalhos em grupo, rodas de conversas conforme temário elencado para a 3ª Conferência. Para o dia 23 (domingo), há a previsão de uma plenária onde haverá discussão e votação dos resultados dos grupos e, após, a escolha das delegadas que representarão o DF na Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres.



Dia 21 de outubro de 2011 – sexta-feira

17h - Credenciamento
19:30 h – ATO DE ABERTURA e homenagens
22:00 h - Jantar

Dia 22 de outubro – sábado

8:30h : Plenária para votação do Regimento da III CDPM
9:45 h  - Pausa para o café
10:00h Mesa Redonda: “O Desenvolvimento do Distrito Federal e o Protagonismo das Mulheres”
Painelistas:
• Professora Doutora Lourdes Bandeira – UnB
• Olgamir Amância – Secretária de Estado da Mulher – DF
• Arlete Sampaio – Secretária de Estado do Desenvolvimento Social e Transferência de Renda – SEDEST- DF
• Josefina dos Santos – Secretária de Promoção da Igualdade Racial. – SEPIR-DF
• Fórum de Mulheres do Distrito Federal
• Marcha Mundial de Mulheres
• União Brasileira de Mulheres

12:30h – ALMOÇO

14:00H Trabalho em grupos

Total de 10 grupos conforme  os tópicos elencados no Temário da III CDPM.
1- Autonomia econômica e igualdade no mundo do trabalho com inclusão social;

2- Educação inclusiva, não sexista, não racista, não homofóbica, não lesbofóbica;

3- Saúde das mulheres, direitos sexuais e direitos reprodutivos;

4- Enfrentamento de todas as formas de violência contra as mulheres;

5- Participação das mulheres nos espaços de poder e decisão;

6- Desenvolvimento sustentável no meio rural e na cidade, com justiça social e ambiental, e segurança alimentar;

7- Direito à terra e à moradia digna com toda a infraestrutura social , considerando as realidades específicas dos meios rural e urbano e comunidades tradicionais;

8- Cultura, comunicação e mídia  igualitárias  democráticas e não discriminatórias ;

9- Enfrentamento do racismo, sexismo e lesbofobia;

10- Enfrentamento das desigualdades geracionais, com atenção especial às jovens e idosas.
18:00h Encerramento dos trabalhos dos grupo

Dia 23 de outubro- Domingo

8:00h – Café da manhã
9:00h – Plenária para discussão e votação dos resultados dos grupos
12:00h – Almoço
14:00h - Escolha das delegadas para a  III Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres
15:00h - Encerramento dos trabalhos da III CDPM

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Conferência "Educação: Autonomia e Políticas para as Mulheres"



Conferência Temática
de Mulheres

Educação: Autonomia e Políticas para as Mulheres




Companheir@s,


Na próxima sexta-feira, 14 de outubro, 19h, será realizada a conferência temática livre do Sinpro-DF, para discussão e levantamento de propostas em busca da Educação como instrumento de autonomia, políticas para as mulheres e igualdade para todas e todos. A conferência temática “Educação: Autonomia e Políticas para as Mulheres” faz parte do calendário de discussões preparatórias para a 3ª Conferência Distrital de Políticas para as Mulheres do Distrito Federal, a ser realizada no período entre 21 e 23 de outubro, e para a 3ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, de 12 a 15 de dezembro.

Foi implementada, este ano, a Secretaria de Estado da Mulher no DF. A existência dela não basta. Entendemos que sua criação não basta, por percebermos a necessidade de políticas públicas que venham promover a autonomia, a igualdade e o combate à violência. É preciso orçamento, e faz-se necessária também vontade política, abertura para o diálogo com os movimentos sociais. Por esses motivos, a Diretoria Colegiada do Sinpro-DF promove, na véspera do Dia de Professoras e Professores, a conferência temática. Esse é o momento em que nós, educadoras e educadores, pautaremos a Educação e demais instrumentos de políticas para as mulheres. Inscreva-se e participe!

http://www.sinprodf.org.br/eventos/vw/index.php?m=Inscricao&codEvento=15&pro

O texto a ser trabalhado na Confência do Sinpro é o mesmo que estamos discutindo nas reuniões do setorial e dos movimentos CUT/FORUM/CFEMEA/MMM. Por esse motivo, abrimos as inscrições para além da categoria de professoras e professores.

Inscrevam-se, divulguem e participem!
Um grande abraço!

Neliane Cunha - Contato: 9159-9989
Secretaria de Assuntos e Políticas para Mulheres
Sinpro-DF

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Locais e horários das Conferências Regionais

 


HAVERÁ TRANSPORTE PARA AS CONFERÊNCIAS REGIONAIS.
CONFIRA LOCAIS E HORÁRIOS DE SAÍDA PARA 08/10/2011:
08/10/2011 (Manhã – 08:00)
Local: Ceilândia (Escola Técnica – EQNN 14 Área Especial S/nº Ceilândia Sul)
Regiões Administrativas Participantes (Pontos de Encontro)

Águas Claras (Administração Regional): Rua Manacá Lote 02 Bloco 01 71.936-500 Brasília - DF
Brazlândia (Administração Regional): Área Especial nº 04 Lote 01 72.720-640 Brazlândia
Riacho Fundo I (Administração Regional): Área Central 03 Lote 06 Riacho Fundo 71.810-300 Distrito Federal - DF
Samambaia (Administração Regional): Qs 119, Subcentro Oeste, Antigo Parque de Serviço 72.000-000 Samambaia – DF
Taguatinga (Administração Regional): Ed. Sede - Setor Central -Praça do Relógio 72.010-900 Distrito Federal
Vicente Pires (Administração Regional): Rua 04 A travessa 04 Vicente Pires Distrito Federal

Regiões
Número de ônibus
Percurso:
Saída/Horario
Destino
Águas Claras
1
Águas Claras (07h00min)
Ceilândia
Brazlândia
1
Brazlândia (07h00min)
Ceilândia
Riacho Fundo I
1
Riacho Fundo I (07h00min)
Ceilândia
Samambaia
1
Samambaia (07h30min)
Ceilândia
Taguatinga
2
Taguatinga (07h00min)
Ceilândia
Vicente Pires
1
Vicente Pires (07h30min)
Ceilândia
TOTAL
05



08/10/2011 (Tarde – 14:00)
Local: Gama (Centro de Ensino 01 (CG) Setor Leste. Entrequadras 18/21. Área Especial)
Regiões Administrativas Participantes (Pontos de Encontro)

Recanto das Emas (Administração Regional): Avenida Vargem Benção - Chácara Nº 03 72.605-030 
Riacho Fundo II (Administração Regional): QN 7A Conjunto 06 Lote 1/2 72.601-970 
Santa Maria (Administração Regional): Av. Alagados QC 01 Área Especial lote B 72.500-000 Brasília - DF

Regiões
Número de ônibus
Percurso:
Saída/Horario
Destino
Recanto das Emas
1
Recanto das Emas (13h00min)
Gama
Riacho Fundo II
1
Riacho Fundo II (13h30min)
Gama
Santa Maria
2
Santa Maria (13h00min)
Gama
TOTAL
03



Local da Conferência Regional I em Ceilândia:
8/10, sábado, 8h (Credenciamento começa as 9h)

ETC - Escola Técnica de Ceilândia
Informações: 3901 7545 e 3901 6927
Endereço: EQNN 14 Área Especial S/ Nº- Ceilândia Sul -DF CEP: 72220-140



Local da Conferência Regional II no Gama:
8/10, sábado, 13h (Credenciamento começa as 14h)

Centro de Ensino Médio 01 do Gama (CG)
Endereço: Setor Leste, Entrequadras 18/21, Área Especial


  
Local da Conferência regional III em Brasília:
15/10, sábado, 9h (Credenciamento começa as 8h)

Auditório do CREA-DF
SGAS Qd. 901 Conj. D Asa Sul | Brasília-DF CEP: 70390-010
Fone: (61) 3961-2800 Fax: (61) 3321-1581



Local da Conferência Regional IV em Planaltina-DF:
15/10, sábado, 14h (Credenciamento começa as 13h)

Auditório do bloco antigo localizado na UnB Planaltina
Endereço: Área Universitária n. 1 - Vila Nossa Senhora de Fátima - Planaltina - DF - CEP 73300-000
Telefones: (61) 3488-8002 / 3488.8003 / 3488.8012 / 3488.8013 / 3488.8007